Barceló Hotel Group: a mudança cultural como motor de sucesso

Barceló Hotel Group: a mudança cultural como motor de sucesso

May 6, 2026, 12:59 PM

Eficiência, cultura de dados e pessoas no centro da transformação operacional.

Marga Juan, Diretora de Processos e Standards de Marca da SER Barceló do Barceló Hotel Group, analisa o projeto de digitalização da operação hoteleira que estão a desenvolver em colaboração com a EISI HOTEL. Uma conversa que deixa claro que a transformação não trata apenas de tecnologia: trata de pessoas, cultura e visão a longo prazo.


Digitalizar o essencial: eficiência, coerência e escalabilidade


O Barceló Hotel Group, uma das principais cadeias hoteleiras espanholas com presença global, apostou firmemente na digitalização do seu “Back of the House”: aquelas operações internas que, embora invisíveis para o hóspede, sustentam a experiência e a excelência do serviço.

“Os nossos projetos estão focados na eficiência dos processos internos e na melhoria da experiência do cliente”, explica Marga Juan.

Esta digitalização responde a três grandes eixos estratégicos:


- Uma plataforma tecnológica moderna e em tempo real, que permita consolidar e analisar dados úteis.

- Um modelo de governação de dados para estandardizar critérios e garantir qualidade.

- E o mais importante: promover uma cultura de autosserviço de dados entre as equipas, para as capacitar na tomada de decisões.


Marga Juan, Diretora de Processos e Standards de Marca da SER Barceló do Barceló Hotel Group, juntamente com Xavier López, Co-Founder & CEO da EISI SOFT. 


Resultados tangíveis: EISI HOTEL como aliado operacional


Um dos projetos-chave neste processo foi a implementação da EISI HOTEL, uma ferramenta que, segundo Marga Juan, “conseguiu simplificar a operação diária do hotel, ajudando as equipas a tomar decisões de forma ágil”.


Os dados mais relevantes do projeto da Barceló são a eliminação das “chamadas desnecessárias” e dos registos manuais, o que se traduz numa poupança de 34 horas diárias por hotel. Um dado importante recolhido durante o piloto realizado.

“Ganhámos 34 horas diárias apenas em chamadas desnecessárias e registos que não acrescentavam valor. Mas o que mais nos impactou foi a adoção natural por parte das equipas: compreenderam que esta ferramenta as apoia verdadeiramente.” – Marga Juan, Diretora de Processos e Standards de Marca da SER Barceló do Barceló Hotel Group

Este tempo recuperado é o que permite que os standards de marca sejam cumpridos com rigor. Para o conseguir, a cadeia integrou a EISI HOTEL não como um software externo, mas como uma peça central da sua engrenagem. A plataforma atua como o tecido conector que quebra os silos entre departamentos, permitindo que manutenção, housekeeping e receção operem de forma transversal e em tempo real. Uma mudança tangível para as equipas e para a cadeia.


“Trabalhar alinhados com outros departamentos ajudou-nos a crescer. Para além da ferramenta, precisávamos de um parceiro estratégico que se adaptasse à nossa realidade, que compreendesse as nossas necessidades e nos acompanhasse com formação e escuta ativa.”


Esta abordagem permitiu à Barceló implementar processos homogéneos em diferentes destinos e garantir que os standards de marca sejam reconhecíveis em todos os hotéis, independentemente da sua localização.


Dia de formação na Barceló com EISI HOTELEquipa de Housekeeping a utilizar a EISI HOTEL no Barceló Hotel Group.

O fator humano: onde a tecnologia se transforma em cultura


A tese da Barceló é contundente: a transformação digital não é uma implementação de software, mas um exercício de empatia operacional. Como bem assinala Marga Juan, o sucesso não reside na potência do algoritmo, mas na ligação com a equipa: “Podes planear a maior implementação do mundo, mas se não te ligares às equipas, não funcionará. A chave está em encontrar ferramentas úteis que simplifiquem o seu dia a dia e as ajudem a trabalhar melhor.”


Neste sentido, a EISI HOTEL conseguiu posicionar-se como uma solução que não impõe, mas acompanha: a sua adoção foi orgânica, intuitiva e alinhada com as necessidades reais de quem a utiliza.



Da inovação à “higiene operacional”


Para além dos resultados internos, a mensagem para o setor é um apelo à ação sem ambiguidades. A digitalização deixou de ser um luxo dos grandes grupos para se tornar uma necessidade estrutural: “Isto já não é inovação; é uma necessidade básica. As carências operacionais são universais, independentemente do tamanho do hotel. Digitalizar é, hoje, um ato de respeito pelo tempo das tuas equipas.”


O caso do Barceló Hotel Group redefine a métrica do sucesso digital. Não se trata apenas de horas poupadas ou de reduzir o volume de incidências; o verdadeiro indicador é a taxa de adoção: como as equipas tornam a tecnologia sua até a converterem num hábito invisível.


Para a EISI HOTEL, colaborar neste processo reafirma uma convicção do setor: a excelência não se constrói de fora para dentro, mas a partir do coração da operação. O futuro do setor hospitality escreve-se com tecnologia, mas consolida-se com visão, propósito e, sobretudo, com a cumplicidade de quem impulsiona o hotel todos os dias.


Veja a entrevista completa:





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